sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

GIRAFAS



A girafa é um mamífero ruminante de grande porte. Vive nas regiões secas e com árvores dispersas situadas nas savanas africanas do sul do deserto do Saara. Elas foram caçadas para extração de sua pele, grossa e resistente, mas atualmente a espécie é protegida. Fêmeas e machos são providos de dois ou quatro chifres curtos, rombudos e cobertos de pele veludosa. A língua é longa (chega a medir até 40 cm de comprimento) e flexível. Utilizam-na, junto com o lábio superior, para arrancar as folhas dos ramos mais altos das acácias, que constituem um de seus principais alimentos. Cada animal tem seu próprio padrão de manchas.
Possuem duas pequenas formações córneas cobertas de pele no alto da cabeça (mais delgadas e inteiramente cobertas por pêlos nas fêmeas, ao contrário do que acontece com os machos), por vezes antecedidas de uma proeminência córnea na fronte e sucedidas de outras duas formações córneas mais curtas, também cobertas de pele.
Nascem com 2 a 4 estruturas semelhantes a "chifres", no topo da cabeça. Esses ossíconos são inicialmente constituídos por cartilagem, que endurecem rapidamente e ossificam, dando origem a cornos de osso sólido.
Atenção: As girafas não possuem "chifres" propriamente ditos, o correto é chamá-los de cornos; por quê? Porque corno é para a vida inteira do animal, pois o mesmo nunca cai, já os chifres sim, esses podem cair...
Ao contrário dos outros antílopes e ungulados (que os chifres não fazem parte do esqueleto, sendo constituído de queratina e, se cair após algum acidente, ele volta a crescer), os cornos das girafas e dos ocapis fazem parte do crânio e, se acontecer algum acidente, jamais volta a crescer, resultando no corno quebrado.
Em consonância com o seu tamanho, as girafas têm um enorme coração que pode pesar até 11 quilogramas, com 60 centímetros de comprimento e 8 centímetros de espessura nas paredes. É o maior do mundo!
Isso, se deve a necessidade de bombear o sangue com muita força para que a cabeça possa ser atingida. Seu coração está eqüidistante da cabeça e das patas, aproximadamente, pouco mais de dois metros tanto para baixo, como para cima.
Para que o seu sangue chegue até o cérebro, o aparelho circulatório da girafa apresenta, em seu sistema venoso do pescoço, muitos vasos sanguíneos com alças (divertículos) que controlam o fluxo sangüíneo em qualquer de suas duas direções – são várias válvulas que ajudam o sangue a subir para chegar até o cérebro e também a descer para compensar o rápido aumento da pressão quando a sua cabeça está abaixada.
Por isso ele é 43 vezes maior do que o coração do homem e precisa bater muito forte.
Para que o sangue consiga chegar no topo da cabeça, o músculo cardíaco da girafa é excepcionalmente forte mas, por outro lado, para que a pressão não seja excessiva no cérebro, existe uma rede de artérias muito finas (arteríolas) chamada sistema admirável, que faz com que a corrente sangüínea sofra uma redução da pressão.
Em ambos os sexos existem de dois a quatro pequenos cornos no alto da cabeça e, às vezes, uma protuberância entre os olhos. Um par é principal, mas os do macho são mais desenvolvidos do que os da fêmea, até 13,5 centímetros de comprimento, e desenvolvem por vezes um terceiro ou quinto (por vezes até mais!), mais curtos e não pontiagudos, consoante a subespécie.
A girafa pode alcançar 5,30 metros de altura, dos quais boa parte é constituída pelo pescoço. Existe apenas uma espécie de girafa, mas a pelagem apresenta grande variedade nos desenhos das manchas de pêlos de cor escura, sobre o fundo claro (cor creme). Caminha com passo travado, erguendo as duas pernas do mesmo lado ao mesmo tempo, o que chamamos de Andadura. Corre com grande velocidade, podendo chegar a 50 km/h. Vive em bandos, onde o macho maior parece dominar.
As fêmeas de girafa têm lugares específicos para parir dentro de seu território. Escolhem um determinado lugar para trazer ao mundo sua primeira cria e sempre voltarão a esse local para os partos seguintes, mesmo no caso de seu território ter sido fragmentado.
Filhotes
Ao nascer, as crias são fortes e bem desenvolvidas, costumam ser vítimas dos predadores durante o primeiro ano de vida. Após o desmame, as fêmeas permanecem dentro do território materno, enquanto os machos o abandonam, formando grupos separados. Organizados em uma hierarquia clara de dominância, esses grupos formados só por machos vagarão dentro de seu próprio território, à procura de fêmeas no cio.
Evolução (explicação de Charles Darwin e o Neodarwinismo)
Os ancestrais das girafas, de acordo com o documentário fóssil, tinham pescoço  mais curtos. O comprimento do pescoço variava entre os indivíduos das populações ancestrais de girafas. Essa variação era de natureza hereditária. Indivíduos com pescoço mais longos alcançavam o alimento dos ramos mais altos das árvores. Por isso, tinham mais chance de sobreviver e deixar descendentes. A seleção natural, privilegiando os indivíduos de pescoço mais comprido durante milhares de gerações, é responsável pelo pescoço longo das girafas atuais.
Em uma explicação mais detalhada da "Seleção Natural", note que esse processo pressupõe a existência de variabilidade entre organismos de uma mesma espécie (ex.: variabilidade entre as girafa). As mutações e a recombinação gênica são as duas importantes fontes de variabilidade. Essa variabilidade pode permitir que os indivíduos se adaptem ao ambiente. É obvio que a mortalidade seria maior entre os indivíduos menos adaptados ao meio, pelo processo de escolha ou "seleção natural", que é uma escolha efetuada pelo meio ambiente. Restando apenas as girafas que melhor se adaptaram ao ambiente.
Vivem aproximadamente até os 25 anos, mas em cativeiro podem alcançar os 28 anos.


















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