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segunda-feira, 24 de abril de 2017

BOTO-CINZA: um golfinho em ameaça de extinção.


O Boto-Cinza é uma das menores espécies de cetáceos dos Oceanos. Podem atingir 2 metros de comprimento e habitam o oceano Atlântico, desde Honduras até o Brasil. Apesar de ter Boto no nome, trata-se de uma espécie de Golfinho.
Suas cores variam de cinza claro ao escuro. Possuem em média 120 dentes e pesam até 120 kg.
No período reprodutivo, ambos os sexos copulam com diversos indivíduos e isso pode acontecer o ano todo. A fêmea pode gerar 1 filhote a cada 3 anos e a gestação chega a durar 1 ano.
Aqui no Brasil, a população de Botos-Cinza está diminuindo drasticamente. Como exemplo, aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Sepetiba, em 2002 a população deles foi estimada em mais de 2 mil indivíduos. Hoje, em 2017, é estimada em 800 indivíduos e diminuindo sempre. Por serem antes tão abundantes no Estado, tornaram-se símbolos no brasão da cidade.
A destruição de seu habitat, poluição, inclusive a sonora, além da prática ilegal da pesca com redes, são indicados como os piores inimigos da espécie.
Na tão falada Baía da Guanabara, de centenas de animais, hoje estima-se existirem apenas uns 30.
Os Botos-Cinza se alimentam de sardinhas, corvinas e paratis, espécies também em franca diminuição.


imagens-ilustrativas-relacionadas-aos-botos-cinza.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Golfinho-Lacustre-Chinês: mais uma espécie dizimada pelo homem.

Este mamífero-cetáceo de água doce é ( ou era ) encontrado no rio Yang-Tsé na China. É uma das 4 espécies de golfinhos de água doce existente no mundo, sendo que TODAS correm risco de extinção.
Também conhecido como Golfinho-Branco, Baiji e Golfinho do Yang-Tsé, o Lacustre-Chinês possuí coloração variando entre cinza e rosa-claro. Possuem pequenos olhos que pouco lhes ajudam na locomoção, usando ondas sonoras para suprir essa deficiência e se alimentar e se guiar. Medem quando adulto, cerca de 2,40 metros e peso de até 160 kg. Se alimentam de peixes pequenos e camarões. Sua dentição apresenta 65 dentes em cada mandíbula.
Por ser um animal arredio foi muito pouco estudado pelos biólogos, além de terem uma população muito pequena. Segundo estudos, em 1980 existiam menos de 300 indivíduos.
Em 2007 o Lacustre-Chinês foi considerado extinto depois de uma procura de 6 semanas por ele no rio Yang-Tsé.
O homem é o principal causador do desaparecimento deste animal.A maioria das mortes do Lacustre ocorreram com o método de pesca de se colocar grandes anzóis sem isca no fundo do rio para capturar peixes que comem lá. Golfinhos foram mortos e feridos com isso.
O aumento do comércio local, levou a um grande número de embarcações no rio, interferindo no radar dos golfinhos e impedindo-os de detectarem às embarcações, com resultado trágicos de muitas mortes do animal.
Grande quantidade de poluentes jogados no Yang-Tsé, construção de hidro-elétricas, represamento de águas, mataram grande quantidade de alimentos do animal.
Um dispositivo submerso era usado para atordoar os peixes do rio, a chamada pesca elétrica, matou cerca de 40% das presas do Lacustre e esse era considerado um método ilegal.
Dizem que um morador avistou e filmou um Golfinho-Lacustre-Chinês nadando nas margens do rio. Mas mesmo que seja verdade, apenas um animal não poderá se reproduzir.
Se confirmada a extinção deste Golfinho, será a primeira espécie de Cetáceo dizimada pelo homem. Lamentável!

imagens-ilustrativas-relacionadas-ao-golfinho-lacustre-chinês.















no link abaixo assista a um vídeo sobre o golfinho lacustre. infelizmente não é dublado.






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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Baleia- Minke: conheça seu habitat, características, comportamento, alimentação e reprodução deste pequeno cetáceo.

A Baleia-Minke é uma das menores do mundo. A fêmea, maior do que o macho, pode medir até 11 metros de comprimento e pesar até 10 toneladas. Seu corpo é próprio para nadar em grandes profundidades: bastante afinado para um animal de tamanho peso. Sua coloração pode ser negra ou cinza-escuro, sendo que a região da barriga é bem clara.
Seu comportamento varia entre ficarem sós ou em pequenos grupos quando estão se alimentando. Habitam águas tropicais e frias de todos os oceanos, podendo até entrar em águas mais rasas de baías. Chegando o inverno migram para regiões mais quentes para se reproduzirem. Aqui no Brasil é comum serem avistadas por toda a costa.
O tempo de gestação de uma Minke pode durar  até 10 meses. Nascido, o filhote mede cerca de 3 metros e pesa 300 kg.  Ficará por até 6 meses sendo amamentado e com 8 anos já se encontra pronto para se reproduzir. É considerado um animal de baixa procriação, pois apenas 1 filhote nasce por vez e o intervalo entre uma gravidez e outra leva 2 anos.
As Baleias-Minke se alimentam de pequenos peixes, lulas e krill. Devido ao corpo afinado, nadam velozmente e não costuma fazer barulho quando saltam da água. São animais que na natureza podem viver por mais de 40 anos. Ali, o seu maior predador são as Orcas. Mas a sua maior ameaça são os homens, principalmente os japoneses, que as caçam impiedosamente. Por se tratar de uma baleia pequena, sua caça até que não era prioritária, mas com o desaparecimento gradual das espécies maiores passou a ser alvo.
Além do Japão, Noruega e Islândia ainda ameaçam a existência deste animal. O Japão inclusive faz experiências para criar a Minke em cativeiro. Além da insanidade destes países, em outros as Baleias-Minke sofrem acidentes com embarcações e caem em redes de pescas.


imagens-ilustrativas-da-baleia-minke.



















no link abaixo assista a uma baleia minke nadando traqüilamente em abrolhos.





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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Lontras: conheça as características, habitat, comportamento, alimentação e reprodução deste mamífero carnívoro.

As Lontras são mamíferos adaptados para a vida dentro da água. Habitam rios  da Ásia, Europa, sul da América do Norte e América do Sul.
As principais características deste animal são os dedos das patas idênticos ao dos patos, unidos por uma membrana, cauda parecendo um leme de barco, orelhas e narinas que se fecham quando mergulham, comprimento entre 50 cm e 1,20 mts  e peso podendo chegar aos 35 kg. Seu pelo externo é impermeável e outra camada fina se encontra sob este para protegê-las do frio. Seu corpo é feito para nadar em velocidade de até 12 km/h e elas são capazes de ficarem submersas por até 6 minutos.
O comportamento das Lontras é mais noturno.Dormem durante o dia e de noite saem das tocas em busca de alimentos. Formam grupos de mães e filhotes, que passam a maior parte do tempo brincando. Os machos não vivem no grupo.
Se alimentam de peixes, rãs, répteis e algumas aves. Os filhotes aprendem a caçar com a mãe, que ao pegar um peixe, o fere e joga na água onde os filhotes iram matá-lo e devorá-lo. Depois, com o tempo, eles vão buscar sua própria comida viva. Se precisar quebrar a casca de de um animal, como um caranguejo, a Lontra bate com uma pedra até rompê-lo.
Os machos só procuram pelas fêmeas em época reprodutiva. Nascem de 2 até 3 filhotes que serão amamentados por ela, sendo que o macho se afasta da toca para que ela possa cuidar dos filhotes. O período de gestação da fêmea é de 2 meses. Para amamentar, a fêmea nada de costas, com o filhote sobre a barriga. 
Mesmo sendo sua carne não muito apreciada, as Lontras são muito caçadas. Sua pele é muito usada na confecção de casacos.


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no vídeo abaixo conheça um pouco mais sobre as lontras.






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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Leão Marinho: conheça as características, habitat, alimentação, reprodução e comportamento deste mamífero pesado.

Eles são pesados. Com um comprimento que pode chegar aos 6 mts e um peso de até 3 toneladas, no caso de machos, o Leão Marinho é um super-mamífero e carnívoro.
Habitam o mar gelado próximos dos Pólos, onde ficam nas praias e costões rochosos. As principais características deste gigante é a juba presente nos machos, que lembra a de um Leão e o rugido grave. Os machos são maiores que as fêmeas. São comumente confundidos com as Focas, mas diferem destas por terem uma pequena abertura de ouvido que lhes dão uma boa audição. Focas não possuem orelhas externas e nadam muito melhor que os Leões Marinhos.
É considerada entre todos os mamíferos como o maior bando que existe.Alguns grupos apresentam mais de 3 milhões de indivíduos.
São animais que precisam armazenar bastante gordura no corpo para se manterem quentes e para isso comem muito. Sua alimentação vai de peixes, crustáceos, moluscos até aves e Lobos Marinhos jovens.
O período reprodutivo dos Leões Marinhos é bastante violento. Em Julho, os machos precisam defender seus territórios de outros machos, além de terem de duelar por fêmeas. Muitas mortes acontecem nessas lutas de gigantes. As fêmeas estão sempre gestando, acasalando e cuidando dos filhotes. Duas semanas depois de darem à luz, elas já estão acasalando de novo, para 1 ano de gestação. Os filhotes já aprendem a nadar com 2 meses de vida.
Os seus maiores predadores na natureza são Tubarões e Baleias, mas é o Homem quem mais mata este animal, quase levando a espécie ao risco de extinção. Milhões de Leões Marinhos são caçados para se obter couro e gordura. Leis severas reduziram muito essa matança, mas isso ainda acontece em menor escala. Além disso a poluição das águas, pesca predatória com redes e a mania de manterem alguns desses animais em circos para a realização de espetáculos, ajudam na ameaça ao Leão Marinho.


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no link abaixo assista a um grupo de leões marinhos na praia.




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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Boto cor de rosa, conheça este golfinho que à noite vira um galante e sedutor rapaz.

Os botos são mamíferos marinhos, parecidos com os golfinhos, mas não iguais. Golfinhos vivem no mar e são acinzentados. Os botos vivem nos rios, são pretos, acinzentados ou meio avermelhados.A coloração deles vai depender da idade e o local onde o animal vive.
Os botos são comuns em rios da América do Sul e na bacia do rio Orenoco, na Venezuela. Uma das suas maiores características são os pelos sobre a parte superior do bico, provavelmente usadas como função tátil. Um boto pode medir 2,5 mts de comprimento e pesar 160 Kg. Ao contrário dos golfinhos que gostam de andar em grupo, os botos são animais solitários. Sua alimentação vai de peixes a até moluscos e crustáceos.
Na estação da procriação, geralmente entre outubro e novembro, os níveis dos rios chegam ao limite.
A fêmea ficará grávida por 8,5 meses e os filhotes ao nascerem, medirão 80 cm, ficando sob os cuidados da mãe, mamando, por até 1 ano.
Os botos adultos têm olhos pequenos e não enxergam muito bem. Se comunicam emitindo finos gritos.
Motivos ridículos criados pelo seu maior predador, o homem, ameaçam a vida deste mamífero. Sua carne não é muito apreciada, mas utilizam sua gordura para uso em lanternas e os olhos e genitálias para feitiço, pois acreditam que quem os possuir, pode arranjar namorada ou namorado rapidamente. Este ridículo feitiço está ligado à lenda de que ao cair a noite na Amazônia, o boto-cor-de-rosa deixa os rios e se transforma em um lindo e sedutor rapaz, que sai em busca de uma garota para namorar. De madrugada, retorna para o rio. Essa lenda é usada para explicar por que tantas meninas têm filhos sem pai: são todos filhos do boto. Eu, particularmente, chamo isto de outra coisa!





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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Focas, exímias nadadoras.

As focas vivem nas águas costeiras do Atlântico Norte e do Pacífico Norte. Aparecem tipicamente em bancos de areia, embora também possam ser encontradas em costas rochosas.
A pelagem é cinzenta e mesclada de vários tons, do cinzento-claro ao negro.
Os machos medem 1,3 a 1,95 metros de comprimento e pesam cerca de 100 kg. As fêmeas são ligeiramente mais pequenas e leves. As focas-comuns (tal como as restantes focas e mamíferos marinhos, em geral) possuem uma espessa camada de gordura sob a pele, que as protege do frio. A cabeça é grande relativamente ao corpo e apresenta narinas em V.
Ao contrário dos leões-marinhos, as focas não têm orelhas, sendo esta uma das características que mais facilmente distingue estes dois grupos de animais. Estão muito bem adaptadas à locomoção na água e deslocam-se com dificuldade em terra, arrastando o corpo no solo com o auxílio das barbatanas anteriores.
São essencialmente sedentárias, embora a área de alimentação seja bastante variável. Quando em terra, juntam-se em grandes grupos, com cerca de 1000 indivíduos.
Alimentam-se de peixes, lulas e crustáceos. Os juvenis ingerem sobretudo crustáceos.
A corte e o acasalamento decorrem na água. O acasalamento dá-se após o desmame da cria nascida nesse ano. O período de gestação dura 10,5 a 11 meses, incluindo um período de 45 a 90 dias de implantação retardada. A altura dos nascimentos varia com a localização geográfica (estes ocorrem em Fevereiro, na Baixa Califórnia; em Março ou Abril, na Califórnia; em Junho ou Julho, na Europa, no Norte do Pacífico e na região árctica do Atlântico Norte). A fêmea pare uma única cria, em terra firme, que é amamentada durante cerca de quatro a seis semanas.
Assim que nasce, a cria já está apta a nadar e mergulhar. A maior parte dos machos atinge a maturidade sexual aos seis anos de idade e as fêmeas aos três a cinco anos de idade.
A espécie não se encontra globalmente ameaçada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). A poluição constitui um dos maiores fatores de ameaça, quer diretamente (causando problemas respiratórios) quer indiretamente (pela morte dos peixes de que se alimentam). Contudo, foram tomadas medidas de proteção, pelo que ainda é relativamente comum.

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